FIQUEI PRESA COM O PAPAI NOEL GOSTOSO: HOT

  




















DESEMPATE 

 




Texto 01

 



Olho no espelho.

 

Meia calça verde e vermelha, saia marrom, um suéter com bolas de Natal em alto relevo, orelhas de elfo e um gorro.

 

— Por que eu me sujeito a essas coisas? 

 

Suspiro.

 

— Porque você é pobre e precisa trabalhar.

 

Eu trabalho numa loja de brinquedos e a minha gerente teve a brilhante ideia de contratar um papai noel para ficar na loja no dia 24. E adivinha quem vai ser a ajudante do papai noel?

 

Claro que é a trouxa aqui.

 

Olho de novo no espelho. Mirei no elfo e acertei no gnomo.

 

Entro na loja e minha gerente me analisa de cima abaixo.

 

Finjo não perceber.

 

Me volto para o canto da loja destinado à “casinha do Papai Noel” e algo está errado.

 

Cadê o velhinho simpático com a barriguinha saltada e a barba branca?

 

Por que tem um cara de 1,80, ombros largos e postura relaxada?.

 

— Um gostoso né? — Diana surge ao meu lado.

 

Engulo em seco. 

 

— O “Papai Noel” teve um probleminha, e recebemos esse upgrade.

 

Finjo desinteresse e caminho até ele.

 

— Oi… a gente vai trabalhar junto hoje.

 

Ele não levanta o olhar de imediato. Continua tirando a fantasia da bolsa.

 

Quando finalmente me encara, é com um sorriso lento demais para ser inocente.

 

— A vista estava boa?

 

Sinto o calor subir pelo meu pescoço.

 

— O quê?

 

Ele inclina a cabeça, me avaliando. 

 

— Engraçado. — diz, tranquilo. — Porque você esqueceu de piscar.

 

Abro a boca para rebater, mas fecho logo em seguida. Ótimo. Nem discutir eu consigo.

 

— Meu nome é Lana. — digo, por fim.

 

O sorriso dele se aprofunda um pouco.

 

— Dom.

 

Uma única palavra, dita baixa. E, de repente, a loja pareceu pequena demais.

 

— Será que você pode me ajudar a colocar essa roupa? 

 

Balanço a cabeça e pego a barriga falsa, concentrada demais no nó para perceber o quanto me aproximei.

 

Quando estico o casaco, ele ri baixo.

 

— O que foi?

 

— Nada. Só não é o costume..

 

Olhei para ele sem entender.

 

— Geralmente eu ajudo a tirar a roupa. Não a colocar.

 

O calor sobe rápido. Tento ignorar.

 

— O dia está quente. — tento disfarçar.

 

O olhar dele demora um segundo a mais antes da resposta.

 

— Não é só o dia.

 

Acabei de levar uma cantada do Papai Noel? 

 

Balanço a cabeça para espantar o pensamento e assumo meu posto de elfo.

 

As horas passam devagar, embaladas por músicas de Natal repetidas e clientes cada vez mais apressados.

 

— Lana, eu vou indo. Feliz Natal para você — Diana me abraçou. — Você quer que eu fique para te ajudar?

 

— Não precisa, pode ir para casa que eu arrumo aqui.

 

— Eu vou fechar a porta para não correr o risco de entrar algum cliente enquanto você guarda as coisas, então.

 

Ela me manda um beijo e sai.

 

Respiro fundo e começo a pegar as coisas. Só reparei que o Dom não havia ido embora quando trombei com ele.

 

— Calma aí.

 

Ele me segura antes que eu caia. O sorriso surge devagar.

 

— Sabia que você estava louca para se jogar nos meus braços.

 

— Idiota. — empurro de leve, mais para disfarçar do que para afastar.

 

O sorriso só aumenta.

 

— Quer ajuda?

 

— Não! — pulo para alcançar o enfeite.

 

— Sai. Eu faço isso.

 

Ele se aproxima por trás e retira os enfeites sem dificuldade alguma.

 

O difícil na verdade, foi ignorar o perfume dele tão perto, a forma como os músculos se contraíam a cada movimento e o calor que vinha do corpo dele, próximo demais.

 

— Obrigada. 

 

— Disponha.

 

Levamos tudo ao depósito.

 

— Então é isso. Bom Natal para você.

 

Ele me olha por um segundo a mais do que o necessário. O suficiente para causar um arrepio lento pela minha espinha.

 

— Para você também.

 

Ele se vira e caminha até a porta.

 

Tenta a maçaneta.

 

— Está trancada.

 

Abro a bolsa e começo a procurar a chave, cada vez mais rápido. Esvazio tudo sobre o balcão. Nada.

 

— Não… — murmuro.

 

— O que foi?

 

— A chave não está aqui.

 

O silêncio se instala entre nós.

 

Então ele sorri.

 

— Se você quisesse que eu ficasse, era só pedir. Não precisava trancar a gente aqui.

 

— Eu estou falando sério. — passo a mão pelos cabelos. — A chave não está aqui.

 

— Isso é ruim. — ele diz, depois de um segundo. — Bem ruim.

 

Tento ligar para minha gerente. Depois para Diana. Nada.

 

— Parece que somos só nós dois. — digo.

 

O silêncio que se segue me deixa inquieta demais.

 

— Está tudo bem.

 

— Desculpa… acho que vou acabar atrapalhando sua ceia de Natal.

 

O sorriso surge em seus lábios.

 

— Ou vai deixá-la melhor.

 

Ele olha em volta.

 

— Você sabe jogar baralho?

 

— O quê?

 

Ele aponta com o queixo para uma das prateleiras.

 

— Rouba-monte, talvez?

 

— Sei..

 

Um sorriso surge no canto da boca dele.

 

— Topa jogar?

 

— Sem chance.

 

— Precisamos de alguma coisa para passar o tempo.

 

— E você acha que jogar baralho vai ajudar?

 

O olhar dele escurece um pouco.

 

— Posso pensar em outras opções.

 

Me endireito na hora.

 

— Vamos jogar rouba-monte.

 

— Tudo bem. — ele diz, calmo — Mas numa versão diferente.

 

Engulo em seco.

 

— Diferente como?

 

O sorriso dele se alarga.

 

— Strip rouba-monte. Quem perder, tira uma peça de roupa

 

Ele me olha de cima a baixo e passa a língua pelos lábios — um gesto rápido, calculado demais para ser inocente.

 

— Eu não vou tirar a roupa.

 

— Então não perca. — o tom é leve mas provocativo. — A não ser que esteja com medo.

 

Encaro o desafio por um segundo a mais do que deveria.

 

— Vamos jogar.

 

Começamos em silêncio.

O clima muda quase de imediato. Não é mais brincadeira — é expectativa. E cada carta virada pesa mais do que deveria.

 

— Você está roubando! Não é possível! — protesto, já praticamente de lingerie.

 

Ele gargalha.

 

— Não tenho culpa se você é ruim.

 

— Ah, é? — sorrio, satisfeita. — Ganhei. Pode ir tirando a camisa.

 

Dom obedece sem pressa, sabendo exatamente o efeito que causa.

 

O ar fica mais pesado quando a camisa cai no chão.

 

— Aprovado?

 

Percebo tarde demais que estava encarando.

 

— Já vi melhores — digo, tentando manter a pose.

 

O sorriso dele é puro desafio.

 

— Você é uma péssima mentirosa.

 

— E você se acha.

 

Ele se aproxima devagar, reduzindo o espaço entre nós até ficar impossível ignorar.

 

— Se você ganhar a próxima rodada, eu deixo você tocar.

 

— E quem disse que eu quero?

 

— Ah… — o sorriso dele se inclina. — Prefere ficar de lingerie pra mim, então?

 

Olho para as poucas peças que ainda me restam.

 

Volto o olhar para o homem sem camisa à minha frente.

 

— O que foi? — ele provoca. — Está decidindo qual opção é melhor?

 

— Na verdade, estou decidindo se vale a pena.

 

O sorriso dele se aprofunda.

 

Ele segura minha mão e a conduz até o abdômen, sem pressa, me dando tempo de recuar.

 

Não recuo.

 

Ele percebe e me puxa para mais perto.

 

Com o movimento, acabo quase encaixada nele.

 

— E aí? — a voz dele baixa um tom. — Mudou de ideia?

 

O contato é quente. Firme.

 

— Dá pro gasto.

 

Ele ri, como quem já sabe que ganhou alguma coisa.

 

A mão dele ainda envolve meu pulso. Devagar, ele solta, dedo por dedo, até sobrar apenas um.

 

O toque sobe pelo meu braço, passa pelo ombro, contorna o pescoço, desliza pelo maxilar — até parar no meu queixo.

 

— Eu vou te beijar agora, Pequena.

 

Ele não espera resposta. Me puxa pela nuca e me beija, firme, sem dar espaço para dúvida.

 

A outra mão se fecha na minha cintura, me trazendo para mais perto.

 

O beijo perde qualquer resquício de brincadeira. Minhas mãos exploram o corpo dele.

 

Consigo sentir seu membro entre as minhas pernas, o que me faz soltar um gemido rouco.

 

-Acho que você foi uma boa menina esse ano.

 

A voz de Dom roça meu ouvido enquanto os beijos descem pelo meu pescoço. Suas mãos se firmam na minha coxa.

 

Ele desce mais um pouco, até parar na curva do meu seio — ainda coberto.

 

Minhas mãos cruzam o pescoço dele, oferecendo um acesso melhor. Dom sorri, sacana.

 

— Vou deixar você fazer um desejo, pequena. O que você quer de Natal?

 

— Meu único desejo de Natal é ver você sem essa roupa.

 

O sorriso dele se aprofunda.

 

 — Posso fazer melhor que isso.

 

Ele se levanta comigo nos braços e me leva até o depósito.

As poucas peças que restavam se perdem pelo caminho.

 

Dom coloca a camisinha sem tirar os olhos de mim, o que me faz ficar ainda mais excitada.

 

Ele me prende na parede do depósito. Minhas pernas envolvem a sua cintura, num claro convite.

 

Dom não perde tempo e me penetra de uma só vez.

 

Arfo.

 

Meus dedos se cravam em seus ombros musculosos, deixando marcas. Seu nome escapa da minha boca com um gemido. Um pedido rouco. Desesperado.

 

Dom percebe e aumenta o ritmo das estocadas, 

 

Uma de suas mãos agarram meu seio, beliscando meu mamilo. Enquanto sua boca suga o lóbulo da minha orelha me falando palavras sujas que fazem meu corpo contorcer. 

 

Sinto ele pulsar dentro de mim, calculando cada movimento para me levar ao limite. Ele diminui o ritmo, numa tortura gostosa.

 

Consigo sentir a onda de prazer se aproximando. Dom também, pois ele intensifica os movimentos.

 

Nossos corpos se chocando em uma sintonia perfeita.

 

Não demora para o depósito se dissolver num caleidoscópio de cores e sensações. Meu corpo treme e eu me entrego sem resistência ao gozo, saboreando cada instante da melhor transa da minha vida.

 

 












Texto 02

 



Querido diário.

 

            Preciso escrever isso porque nenhuma amiga minha vai acreditar... Eu mesma não acredito no que me aconteceu!

 

            Era só mais um 24 fodido na minha vida de merda e começou igual a todos os meus outros dias do ano, com o meu gerente Evandro, meu ex-namorado (vulgo O Mala), me chamando a atenção por um atraso de DOIS SEGUNDOS na batida do ponto e me entregando depois a roupa ridícula de Mamãe Noel enquanto dizia:

 

— A porcaria da atriz acabou de mandar mensagem dizendo que não vem hoje, então meus parabéns: você está promovida de caixa a esposa do Noel! Vai ficar ao lado do velhinho e sorrir o dia inteiro para as criancinhas, coisa que eu sei que você mais adora no mundo! Não precisa me agradecer. Só vai se trocar, ok?

 

            Ele sabe que ODEIO crianças, pois nós terminamos por conta dos filhos endemoniados dele. Na verdade ele não quer uma namorada e sim uma babá de graça nos fins de semana. Ele estava me castigando pelo término, e eu nada podia fazer a respeito disso além de perguntar:

 

— Quem vai ficar no caixa? — Simplesmente ele deu de ombros, rindo com escárnio.

 

— O jovem aprendiz. Qualquer idiota pode ficar no caixa, Bruna! 

 

Fui me trocar, bufando. 

 

            O Papai Noel já estava sentado no trono dele embaixo da árvore quando eu cheguei, andando rígida de tanta vergonha com aquela roupa verde que era duas vezes menor que o meu número e ficava tão apertada em mim que se espirrasse os botões iriam sair voando e os meus seios saltariam para fora como um protesto a falta de noção do Evandro em me obrigar a vestir aquilo. 

 

            Ele me olhou dos pés a cabeça, o velho tarado! As minhas coxas grossas a mostra na meia colorida, o vestido que ficava em mim quase como uma camiseta (pois eu sou alta) além de, é claro, marcar o meu corpo todo por estar apertado demais. O que eu podia fazer? Suportei o olhar dele e me posicionei ao seu lado, pois a fila de pestinhas já começava a se formar para encher o nosso saco o dia todo. 

            Só para não dar o braço a torcer encarei ele também. Os olhos eram joviais, de um castanho intenso. Foi só o que pude ver porque a peruca, a barba e o enchimento da roupa cobriam todo o resto.

 

— Ho, ho, ho! Feliz Natal! — Ele falou com a voz grossa, rouca e cheia de vigor. 

 

            A primeira monstrinha se sentou no colo do Papai Noel e entregou a sua lista fenomenal de presentes, discorrendo minuciosamente sobre tudo que ela queria. O trabalho era sorrir até dar cãibra na boca, acenar e falar sobre os brinquedos que estavam na lista de Natal das crianças, indicando de maneira sutil aos pais e induzindo-os a comprar. Para uma atriz seria fácil, mas eu não sou atriz então para mim era a morte.  

 

            A cereja amarga do bolo era o Evandro passando e rindo a cada meia hora da minha cara. E ele ainda teve o disparate de cortar o nosso horário de almoço devido ao grande movimento. Nos fez comer um lanche às pressas no almoxarifado, sanduíche natural com suco de laranja que o jovem aprendiz comprou sabe-se lá onde.

 

            A única coisa boa desses 15 minutos de lanche foi ver o rosto do Papai Noel quando ele tirou a barba para comer. 

 

             Querido diário!

Eu fiquei com a boca aberta, o sanduiche parado na mão. Esqueci completamente o que estava fazendo.

 

            Um rosto másculo, queixo quadrado com uma discreta covinha, encimado por uma boca grossa e carnuda, vermelha como um morango... E ele mordeu o lanche com vontade, passando a língua nos lábios, enquanto me olhava. 

 

            Naquele momento eu senti como se fosse o lanche que ele mordia...       Então ele sorriu e me disse, piscando:

 

— Tá gostoso, come!

 

             Eu queria muito comer, engolir tudo de uma vez. Aquele Papai Noel delicioso!

 

            Mas o Evandro apareceu do nada, berrando que estávamos atrasados, e me forcei a enfiar aquele sanduiche as pressas na boca sem nem mastigar.

 

            Passei o resto da tarde imaginando aquele homem embaixo do enchimento da roupa vermelha que usava. E entre uma criança e outra que subia no colo dele o Papai Noel também me olhava como se soubesse como eu estava sob a minha minúscula fantasia de Mamãe Noel.

 

            A sudorese aumentava. Os meus sorrisos se tornaram autênticos, um tanto nervosos, talvez, mas incrivelmente genuínos. 

 

            O relógio da loja bateu as 22, e nos dirigimos ao vestiário dos funcionários para tirar aquelas fantasias suadas. 

 

            No corredor, Felipe (o jovem aprendiz), me entregou a chave da loja e disse que já estava saindo, bocejando de sono. Nos deu Feliz Natal ao se despedir.  

 

— Eu tranco tudo, pode deixar. — Papai Noel pegou a chave da minha mão, e senti um choque ao tocar-lhe os dedos que me arrepiou o corpo todo. 

 

            Ao invés de ir me trocar eu o acompanhei até a entrada da loja e fiquei olhando-o baixar a porta de metal, colocando o cadeado para travar por dentro. Agora era só abrir a portinha pequena com a chave que fechava a loja por fora...

             Foi nesse momento que ele me olhou e começou a rir.

 

— Bruna, o garoto se confundiu e nos deu a chave errada. Agora não temos como destravar os cadeados nem abrir a portinha... Estamos presos dentro da loja!

 

            Aquela notícia me pegou tão desprevenida que os meus seios não aguentaram de emoção e romperam o botão mais arroxado da roupa, se rebelando contra a maldita prisão. 

 

— Como você sabe o meu nome? — Foi o que consegui balbuciar.

            E ele achou estranho que eu não me admirasse de estar presa na loja no Natal com ele, mas sim por ele saber o meu nome. 

 

— Bruna... Como eu poderia não saber o seu nome? Desde que comecei esse trabalho tenho reparado em você. 

 

            E ele foi se aproximando. Tirou o gorro e a peruca, revelando um cabelo cacheado cortado curto atrás das orelhas, um pouco maior no alto da cabeça. 

 

— Não tenha medo de mim, eu não mordo, a menos que você me peça para morder.

 

            Tirou a barba. A boca carnuda se insinuava com o sorriso mais sensual que já vi na vida.

 

            Meus seios não suportaram e lançaram fora mais um botão. A minha respiração ofegante aumentava à medida que ele se aproximava.

 

— Feliz Natal, Bruna! O Papai Noel está aqui para realizar todos os seus desejos. 

 

— Tira a roupa! — Escutei a minha voz dizer, sem que tivesse ao menos medido as palavras. 

 

            Ele começou pela fivela do cinto, desafivelando devagar. O enchimento caiu de lado junto com a blusa vermelha de manga longa. O abdômen dele não era trincado, mas era bem definido. Os ombros largos, os braços fortes de alguém que talvez não fosse de ir à academia, mas praticava exercícios com certeza. 

 

            Era peludo na barriga, no peito, nos braços. Os pelos encaracolados como os cabelos, muito escuros. 

             Começou tirar as calças, revelando as pernas musculosas e igualmente peludas.

Um ciclista com certeza! 

            A cueca não escondia o volume do seu membro ereto, chegando à cabecinha a sair pela linha do elástico. 

 

— Eu não sei seu nome... — Lembrei, confusa por estar tão íntima de uma pessoa que nem sabia como chamar.

 

— Meu nome é Daniel, mas hoje serei o seu Noel, Bruna. Posso te fazer um pedido também?

 

            Fiz que sim com a cabeça. Ele já estava tão próximo que eu podia sentir seu hálito quente na minha boca, um gosto de menta, como um beijo à distância.

 

— Posso tocar em você?

 

            Assenti, e ele baixou o rosto, tirando o resto dos botões que sobraram da roupa com a boca. Com as mãos ele desceu a parte da fantasia que ficara presa aos ombros, deslizando tudo pelos meus quadris, me deixando de sutiã e meia calça no meio da loja vazia. Então começou a subir com a boca, beijando meu umbigo e seios até chegar aos meus lábios, entrando com a língua voraz e me invadindo de uma vez. 

 

            As mãos dele passeavam pelo meu corpo, me apertando. Eu me agarrei nos seus cabelos e os puxei com força, nas suas nádegas firmes, sentindo o membro dele com a minha vulva. 

 

            Senti o êxtase ao me lembrar que esse fora o castigo de Evandro por ter lhe dado um fora! Melhor castigo de todos!

 

            Meu sutiã voou para cima de uma prateleira. Ele me levantou pela bunda e me colocou sentada em cima do balcão, tirando as meias e a calcinha. Eu segurei seu falo entre os dedos, tão firme, vibrante, o posicionei no lugar correto e escorreguei de encontro a ele.

 

             Querido diário!

 

            Sabe o ano novo? Aconteceu dentro de mim naquele momento. Milhares de fogos de artificio de todas as cores e sons dentro do meu cérebro estourando ao mesmo tempo, com a mesma intensidade. 

            Eu gozei várias e várias vezes... Todos os músculos do meu corpo tremiam de prazer e não conseguia parar de gritar naquela alegria louca, surreal que vivi nessa virada de Natal.

 

            Dormimos pelados no almoxarifado, depois de fazer amor pela loja toda, bagunçando tudo sem a menor noção. 

 

            Mas ele me cobriu com a camiseta do Noel, percebi isso quando me acordou com um beijo carinhoso de bom dia.

 

— Temos que sair daqui. O Evandro não grava nada nas fitas de segurança, ele nem vai desconfiar que fomos nós que aprontamos toda essa bagunça! —  Sussurrou-me, balançando a chave da loja diante dos meus olhos.

 

— Como assim...?

 

             Sentei-me, olhando sem entender nada, sonolenta.

 

— Hot, hot, hot! Feliz Natal, Bruna! — Foi a resposta. — Papai Noel não podia ficar sem a mulher dos seus sonhos...